Costumo me martirizar pensando nas possibilidades, nos abraços deixados de lado, no orgulho que transbordou em uma noite fria. Costumo questionar-me, questionar o porquê de certas escolhas ou de alguns medos. É tudo deixado pra trás...para os outros.
Onde pra mim o esquecimento não faz parte.
Um dia, dois meses, três anos e sete eternidades, eu não tenho o hábito de deixar as coisas irem embora facilmente, não da minha mente -pelo menos-. E mesmo que eu tente mante-las por perto há o momento em que se deixar esvair é necessário. Por que? Não tenho a explicação, mas se eu soubesse... Ó querido, se eu soubesse... minha alma vagaria menos aflita.
Com o mínimo e oculto.
Jogo meu corpo ao chão gelado, esqueço os olhos que continuam agitados. Fecho os punhos numa sensação ridícula e intensa de insatisfação e curiosidade. Preencher-me? Poderei eu um dia cogitar essa possibilidade? Eu não me contento.
Insaciável.
Sinto fome. Pelos pontos que procedem uma fase, pela chuva que cria por conseguinte o arco-íris... Sinto sede... das gotículas gélidas que descem do céu ou qualquer outro lugar da galáxia. Por onde andam os sentimentos? As sensações? Os desejos? Não somos os únicos presentes nesse imenso lugar repleto de mistérios que atormentam e atordoam meus pesadelos e viver.
Respiro fundo uma vez. Oxigeno meus pulmões e mente. Dou uma mordida em um lanche e tomo um gole de cerveja, sentado no sofá de casa prestes a ligar a televisão e assistir meu seriado predileto.
"Bem, talvez eu me conforme com o que me conforta..."


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