E se eu pudesse te trazer pra perto? Tão perto que colasse sua pele na minha o suficiente pra que a nossa respiração entrasse em sincronia — meu Deus, e se eu pudesse?
E se eu pudesse, numa noite chuvosa qualquer de verão, contar-te o que aflige meus sentidos e que revira a minha cabeça?
E se eu pudesse, meu amor?
E se eu pudesse te mostrar cada milímetro da minha alma e ego… o ralado da infância e as histórias que ficaram escondidas dentro de quartos que eu criei — bem aqui, no peito, e nunca deixei ninguém entrar.
E se eu pudesse, você aceitaria ficar?
Mas meu amor, o engraçado - e gracioso de tudo isso, é que eu posso. E eu faço.
Com a sua escolha de permanecer eu continuo sendo. Eu mesma, ou algo próximo disso. Eu continuo buscando ser e te expressando como é amar alguém que constantemente busca completar-se de si, mesmo tendo você.

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