A efemeridade do mundo me assusta.
Hoje é.
Amanhã, não sei.
As pessoas morrem e vão pra sei lá que lugar ou ficam abaixo de sete palmos do chão.
O chão é o que nos sustenta?
Ou o céu é que nos dá esperança de ainda ser?
Eu não sei.
Talvez ninguém saiba.
Vindo das crenças mais confortáveis que conheci, digo e afirmo que o que vivemos hoje é o que nos torna confiantes.
Confiantes que ainda temos o agora.
E que o agora é o que nos resta.
De resto?
Prefiro me abster de qualquer expectativa, esperança ou senso natural de que as coisas podem vir a ser o que não são.
Portanto, o mundo acaba.
Todos os minutos do dia
Pra alguém diferente
Pra mim
E pra você.

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