quinta-feira, outubro 08, 2015

Mar dos desesperados



Eu sei, querido. Eu sei que a vida é feita de retornos. De mudanças. De transformação. Eu sei que tem pessoa que vai embora. E fica. E tem quem fique por perto. Eu sei que existe quem se enjoe. Ou te enjoe;

Eu sei, querido. Eu sei que nunca é o fim do mundo. Apenas o fim da noite. Ou do momento de tristeza. Mas nunca o fim da vida. Eu sei que talvez seja exagero. E que a Lua retorna mesmo quando as nuvens querem deixá-la pra lá...

Eu sei, querido. Eu sei que as sensações são maravilhosas. Às vezes explosivas. Até mesmo destrutivas...

Mas você não sabe. Não imagina o desespero que formiga pelas veias. Que passeia junto ao sangue. 

Não suportaria a intensidade das sensações, do exagero que me salta os olhos todas as vezes que eu penso em fugir. E toda vez que eu penso em voltar. A desgraça que cai sobre o pensar, todas as malditas vezes que eu tento não pensar.

E eu falho. Comigo. Com a felicidade. Com tudo o que não encaramos e eu encararia. A minha falha foi mergulhar e continuar respirando... E falando. Chamando-te.

Então me afogo, nesse lar que é o mar dos desesperados.

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