sábado, junho 20, 2015

Velejar



Nunca soube muito sobre velejar... ouvi algumas experiências, assisti em filmes e li outros livros. Parece ser difícil, não?!

Qual direção escolher? Por qual motivo seguir? Será que irei voltar? E por quais tempestades os ventos me farão enfrentar?!

Plágio da vida. Dos sentidos! Do projeto temporal e pseudo-liberdade.

Bagunçado. Meu quarto é um avesso, feito barcos enterrados nas profundezas; Como as águas que regam tantos lugares, afogam os miseráveis e inocentes mas retornam para abençoar o horizonte, quebrando na superfície. Assim como as águas meu sangue pulsa, pulsa pela diversidade que pouco me infecta, porém vêm a se expandir. Pulsa pela dor do mundo no qual não tenho a capacidade de abraçar-lhe todas as dificuldades e curá-lo.

Penso em velejar por ai!

Acompanhado de minha garra e amor pela pureza que ainda me faz continuar. Serei a eterna apaixonada pelos sorrisos corriqueiros dos dias de chuva, pela fúria da mudança e por seus beijos que transformam qualquer lugar em um lar desconfortavelmente gostoso.

Trarei o desespero durante as mais bruscas ondas, para alertar quem acomodou-se. Precisa-se aprender a nadar e não apenas acostumar-se com a areia da praia e a ancora que desceu.

Por favor, que o mundo e as atitudes me tornem uma jovem aventureira pela calmaria e as doces carícias do vento.

Eu espero, espero que não queira descansar em alto-mar, afinal, fascina-me o balançar que a vida traz.

Um comentário:

  1. Olá, querida companheira de blog - de lidas noturnas; de lidas com tempo de sobra, de admiração distante.

    Há um tempo que acompanho suas escrituras - não a conheço; não me conhece, mas o escrever distante já basta - e estava de ler essa postagem sua, que nunca dava para parar um pouquinho e dispender de um tempo nela.

    Como sugerido, soltei a música do topo e comecei o deleite...

    Não precisou muito e, quase que como instantâneo, vieram os insights - que na minha opinião foram certeiros, apesar de haver do que duvidar - sobre o estilo de escrita feita por você dessa vez. Assim como em muitos devaneios que tenho, imaginei que você tenha escrito as primeiras palavras e pensamentos que vieram em sua cabeça. Bastou que escrevesse "Nunca soube muito sobre velejar... ouvi algumas experiências, assisti em filmes e li outros livros. Parece ser difícil, não?!" para que a música viesse tocá-la, numa impressão de que ela estivesse te carregando pelos ombros ou pelas nuvens de sua mente, levando-a embora. Errei? Se sim, perdoe-me. É que muitas vezes quando escrevo, não é para alguém - apesar de que eu adoraria saber que a pessoa certa estivesse lendo... com o único problema de que não existe a pessoa certa; não cruzei com ela ainda - nem buscando uma solução para algo que eu queira ou precise. Faço da escrita uma simples escrita. E só.

    Seria como se, tanto eu quanto você - se for o caso -, precisássemos escrever. Pegar qualquer fio de escrita e continuar do jeito que tivesse de ser. Por exemplo agora: escrevo e vou repetindo a música quantas vezes forem necessárias para terminar este comentário. Ela vai laçando o meu ser em nuances e eu me deixo levar... pelo que vier.

    Veja se encaixa com você: sinto um vazio por dentro, como se fosse de alguém ou por algo, porém não sei de quem nem do quê. Eu apenas agarro um lápis e um pedaço de papel, ou o teclado, e abro a torneira do meu pensar. As palavras apenas escoam e eu me deixo ser levado pela música; pela estação do humor, que se mistura com a energia que o som me traz.

    Se não fizer sentido a você ou não encaixar na perspectiva desse seu escrever, vim compartilhar nestas palavras o momento do humor que eu tive. Leia e absorva toda a boa sensação que eu deixei de conter em mim no momento que comecei a te escrever.

    Depois de consideráveis acessos e lidas sobre o que você diz aqui no blog, resolvi - não tendo motivos específicos, a não ser pelo fato de suas palavras me terem feito companhia em momentos bons - vir compartilhar com você um pouco de tempo que eu tive. Espero que eu tenha conseguido transmitir toda a energia que quis passar a você.

    Entendo a necessidade de escrever para o nada, ao mesmo tempo que está escrevendo para o tudo, sem que ninguém veja, mas que todos leiam e não julguem.

    A única coisa que eu sinto agora é uma vontade de estar sentado no lugar da foto que você colocou, ouvindo a música que foi postada, querendo acreditar que todas as obrigações [da vida] que nos oprimem tivessem sumido, e o que importaria, apenas, seria o momento do nada e a possibilidade de poder realizar tudo o que minha mente desejasse naquela linda vista...

    "Sem a liberdade o ser humano se deprime, se asfixia, perde o sentido existencial." (CURY, A. Nunca desista de seus sonhos. p. 33.)

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