Minha introspecção sobre a vida vem tornando-se intensa, e a
consequência é a falta de minha escrita. A falta. A falta da vida.
Como compreender e expressar a indignação para com o mundo? Os
seres? E ainda sim, como determinar minha esperança exausta pelos dias e o
massacre pelas coisas bizarras e desumanas que o mundo traz.
Você sai na rua e é morto.
Você abre os olhos e eles querem cegá-lo.
Você abre o coração e eles só pensam em abrir suas pernas.
Sua mente tenta o alcance dos céus, do conhecimento, mas há
uma barreira onde a certeza chega antes da dúvida.
Eu não sei lidar, por mais clichê que seja.
Minha força surge das cinzas, surge do amor, da doença, dos
que são denominados fracassados. Minha força brota da esperança, mas a
esperança costuma me derrubar. O chão é quente e o ar não me traz facilidade
para respirar.
Agarre-se em algo, agarre-se na vida. Não a deixe passar por
seus dedos, não deixe que eles te privem de viver. Que tirem sua vida com um
tiro, palavras ou barreiras. Faça valer o que muitos desperdiçam, mude. Mude de
casa, mude a mobília da sua mente, troque de lugar os conceitos. Duvide do
certo, duvide do incerto, procure saber, procure combater de uma forma saudável
o mundo tenebroso para onde estamos caminhando. Por favor.

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