segunda-feira, agosto 11, 2014
Vá!
Deitado, intacto, paralisado.
Costumava esbanjar suas ideias, sorrisos e desejos. Costumava... Ora, lindos olhos, brilham feito estrelas, trazem alegria, satisfação, orgulho. Lindos olhos, afinal, seus olhos gargalham, assim como a sua boca o faz. Da mesma forma que se abrem seus traços, sorrir de doer a barriga, de sorrir de volta em um dia tão pálido quanto quem mora ao Sul.
Quase nunca vi cachoeiras contigo, cachoeiras que desciam de seus olhos; Que desciam por seu corpo junto a água do chuveiro ou as chuvas de Janeiro. A timidez na qual encontrávamos o Sol em certas manhãs, até ele, rendeu-se ao teu encanto. Encantadoramente vivo.
E logo esta manhã está deitado, intacto, paralisado. Não se esqueça de respirar, pisque os olhos, mova os braços e faça um curativo em sua cabeça. Saia dessa cama! Não assuste os pássaros, pare de brincar. Pare! Meus olhos transbordam só de imaginar;
Aconcheguei-me em seu peito, sempre foi o contrário, sei que precisou de mim. Estive aqui, estive contigo. E justo hoje você me fez enfrentar tudo sozinha; É inevitável e consequente... não há como evitar a dor e aceitar. Não agora.
Aconcheguei-me na frequência d'alma de seu último suspiro.
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