sábado, novembro 09, 2013

Querer (in)consciente.

A esperança sana suas expectativas quando a frustração parece a tentação do seu destino. Até quando? Até quando culpará o tempo pelo estrago feito?! Enquanto a vida passa por ti?
O relógio não parou, e por que sentou-se? Aguardar, aguardar o aconchego.
A espera do conveniente traz o incerto que elimina seu esforço, pessoas estagnadas no mundo, que permanecem nulas diante suas propostas, diante seu percurso e tempo; a sala de espera encontra-se lotada, fazendo-o encontrar quem não procura à frente do horizonte.
Preferir tanto não se deixar notar? Posto ao lado do passado, e ora, é o silêncio mais agudo que já ouvi. As reticências atormentam um pouco, o que não me deixa dormir, não sei mais o que fazer pra voltar a dormir. Das paredes às janelas, zunindo, rangendo como se não houvesse fim, nessa maldita sala tudo é permitido? Estão entrando, estão preenchendo de ignorância enquanto meus olhos sangram. Sufocada, mal consigo respirar...o oxigênio torna-se pouco, pouco pra tantos covardes.
Esgota-se a vida, desde quando se alcança o sucesso sem tentativas? Preservar a coragem, descartar o medo e correr riscos, é melhor não dormir por ter atuado, do que arrependido por recuar.
Esquecer dos cuidados nunca me coube tão bem, a sensação de adrenalina pelo perigo é fascinante.
Esquecer o que se quer e almejar além, então relembrar, organizar, rir e fingir que o passado não dói tanto quanto não viver o agora.
Querer. O quanto quero. Eu quero ultrapassar a repulsa pra sentir o prazer de seguir em branco, pra pintar-me e rabiscar meus dias com metas, deixar o racional e emocional de lado, deixar ser, e me sujar de desafios e do suor do teu corpo.
Embaçar o que não me convém e te aceitar assim, desfrutar do não querer mais desejado que já ansiei, vida.

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