quinta-feira, outubro 31, 2013

Vai e volta.

   
 Contarei-lhe um belo segredo, em alguns segundos deixará de ser o que sempre foi e será apenas mais um escrito, desses agonizantes que você quer saber antes do final do livro, antes do chá esfriar, da chuva começar a cair e trovejar.
 Essas surpresas que eles deixam para o fim, fim de tarde, fim de filmes, última palavra soprada ao vento, sequer o aroma do perfume que quase não pode inspirar...
 Enrola tanto quanto o eco pra ecoar da cabeça, prolonga-se como o vácuo de nossos dias, talvez mais massacrante que o silêncio no ápice do desejo, no final, a espera a te frustrar.
Mas quero falar-te ao pé do ouvindo
Gritar aos mares e ventos
E cerrar os lábios (sairá do peito dessa vez)
Só dizer-te que eu...
eu sinto muito por ser tanto quanto
...você nunca enxergou.

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