quarta-feira, julho 11, 2012
História qualquer.
Mexendo os pés provando toda essa ansiedade, um gole de bebida que desce rasgando a garganta e uma tragada no cigarro. Enquanto alguns a observam ela apenas fecha os olhos e sente a culpa camuflar sua noite, mais uma noite. Similar a qualquer maldição por ai, mas foram as consequências de seus atos...Então ouvia-se ecoar "Sua culpa, minha culpa". Barulho enlouquecedor, mais alguns goles de qualquer coisa que a faça esquecer.
Não se vê o inicio da madrugada e a guria não aguenta seu próprio peso, sentada naquele balcão esperando por mais uma dose, esperando a solução. Mas sempre acompanhada, não por boas companhias, mas acompanhada de culpa e desejo. Seu corpo todo pendendo pra frente e o que lhe resta é debruçar na mesa e fingir que não há nada acontecendo, e esse nada que está lhe matando.
Repleta dessa angustia que a incomoda a cada vez que pisca, mas é engraçado a forma como ela ri dos outros caindo, das mulheres estéricas, dessa sociedade errada...Como é sarcástica desfocando ou pelo menos tentando desfocar-se de seu grotesco problema pra importa-se com o alheio, com o insignificando.
As cinzas do cigarro voaram com a brisa vinda da porta que se fechava e abria trazendo mais fugitivos de sonhos, procurando por esperança em copos inundados de desgraça e azar. Tantos ignorantes rindo das luzes e debatendo sobre assuntos polêmicos o bastante para serem jogados ao lixo. E a seu lado dois maços vazios do cigarro mais forte, pena que esse não era o seu maior problema. -Uma noite qualquer, mas o suficiente pra atormentar toda sua vida. Erro escorrendo por seu corpo e nem lavando as mãos se livraria tão facilmente dessa confusão-
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