sexta-feira, julho 20, 2012

Eu poderia muito bem continuar algo inacabado, mas quem me conhece (De alma e pensamento) quem me conhece sabe que não teria capacidade. Não por falta de algo, mas sim por transbordar sentimento que deveria estar se esvaindo, vazando de mim. São as pessoas sabe? Na realidade, é o Sol, a Lua, as estrelas e até aquela rua. Está se tornando cada dia mais difícil, e o barulho quase que inaudível do relógio pode ser o culpado por todo esse estresse. A quem eu quero enganar? Se ao menos enganasse a si, não o faço (Por medo ou burrice). Engolir a seco e retornar aos pensamentos, um labirinto no qual nem quem o conhece e decorou cada passagem entende o porque de não encontrar um fim, similar a uma prisão, grades serradas e portas de ferro abertas. Por quê então não fugir?
Blocos de notas arquivados, ações marcadas a unhas e essa sensação toda impregnada exalando pelas paredes. Incendiar...se eu fosse incendiar todas minhas lembranças de nós, eu pegaria fogo por inteiro. Hesito em ir, mas por que ainda sim sinto que não devo permanecer? Essa meia palavra que vai sangrando e crescendo, tomando espaço de vida fazendo-me fechar os olhos e esquecer da sequência de minha respiração. Aspirar? Aspirar a uma vida melhor? Bem estar? Desejar? Desejar o aconchego? O cair da noite e ter com quem o compartilhar.
Algo um tanto quando conturbado mas sereno, igual a ti. Essa meia palavra, um terço de recordações e duas  xícaras da felicidade? E no fim é só a saudade esmagando o coração (O correto seria mente), espremendo aos poucos e encontrando cenas projetadas, apenas cenas profundas e recentes o suficiente pra perder-se nisso tudo.

Um comentário:

  1. Seus textos muitas vezes, ou quase sempre, me deixa sem palavras. E ao mesmo tempo gera muitas sensações e sentimentos.

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