terça-feira, julho 03, 2012
Bilhete de café da manhã.
Minhas noites nunca passaram tão rápido quanto as desse mês de agosto. O que antes eram longas madrugadas repletas de amor, ardor e carinho, hoje são apenas inundadas de angustias e pensamentos vazios. Como não a fazer sofrer? Como não sofrer? Preciso ir; Essa manhã acordei decidido, ei de ir embora de uma vez mesmo que essa não seja tal vontade. Preparei um maravilhoso café da manhã, bacon, ovos e um saboroso suco de laranja (Seu predileto por sinal), logo dei continuidade as malas, que ao posicionar cada camiseta dentro da mesma parecia estar encaixotando todas as nossas lembranças, as vivendo em momentos breves do guarda-roupa até a cama, flashes dolorosos que iriam junto a mim. Então as preparei com a maior cautela, não ousei lhe acordar num domingo de outono como esse...
Queria eu que esse fosse apenas mais um dos meus bilhetes que colara na geladeira pra desejar um bom dia antes do trabalho, mas não é, porém uma coisa que nunca conheceu em mim foi a minha tremenda dificuldade em despedidas (Que nunca pensei em dizer, ou pelo menos tentar). Recapitulando o contexto inicial: Eu não queria, mas preciso ir. É querida, deixarei-lhe livre pra seguir seu caminho pois não voltarei, não me espere até a primavera, é o que eu peço "não me espere". Entretanto não se esqueça de que um dia me pertenceu, que por meses tornamos o impossível quase possível, fui honrado por beijar lábios tão macios, afagar-lhe a alma e ainda aquecer-te nas noites frias... fui teu enquanto tu foi minha, mas infelizmente isso há de romper-se aqui, apenas fisicamente, afinal, recordações são marcas deixadas em mim e espero não deixa-las morrer. Morrer é isso que irei simular, pense que morri mas me guarde com você.
Estou atrasado! Desculpe-me mas meu vôo não esperará e quero que faça o mesmo, não me espere. Eu te amo Sophie.
Com amor e lágrimas
Oliver.
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