O Sol nasceu e às vezes eu acordo assim, com o pé direito –sabes
que sou canhota- , afinal, logo que meus pés, quentinhos e não muito delicados,
tocam o piso frio já sinto vontade de subir e permanecer na cama o resto do dia
que ao menos nem começou.
Não costumo escancarar, vulgo abrir, as janelas,
principalmente a de meu quarto, passo direto e dou de cara com a pia que pinga
gelado em minhas mãos que se assemelham aos cubinhos de gelo encontrados no
freezer.
Alguns dias são maravilhosos e outros... bom... outros são
dias como esse, o de hoje.
Queimei meu bacon e os ovos, tornei meu café extra forte em
um chá, bati o dedinho na escrivaninha e nenhuma roupa ficava bem.
Direcionei-me ao trabalho assim mesmo, que ah! Atrasei-me.
Não fechei o contrato que me traria um aumento de salário e discuti com o meu
diretor.
Entrei no banheiro e me afundei em lágrimas, um moço que
trabalha comigo abriu a porta – a qual esqueci de trancar – e pensou que eu
estava cheirando. Meu desespero durou quase um dia e eu precisava chegar logo
em casa.
Voltei para casa mais tarde que o normal, pois meu carro
quebrou e tive que esperar o último metrô; queria tomar um banho quente e
relaxar, mas a resistência do chuveiro queimou.
Cá estou deitada esperando pelo sono que também me deixou.
Mas será que tudo isso eu quem provoquei? (Minha mente)
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