As estrelas deixam de ofuscar meus olhos quando os mesmos embaçam ao começarem a marejar. Estou sangrando? Uma bomba relógio instalada em meus neurônios, qualquer vestígio de emoção e ela acabará comigo.
As paredes brancas que mais perturbam do que trazem paz, encaro todas insistindo num masoquismo projetando recordações. Seguindo este contexto, creio que já saiba o lago de sangue que inundará este quarto...
Homens dormindo, outros bebendo seu último gole de cachaça ou se arrastando por uma sarjeta qualquer. Ninguém diz nada, mas quero cessar essa barulheira!
Escorrendo a mão pelos fios cabelo pela vigésima vez, onde irei parar? (Ansiedade, ó doce maldade) A razão não faz tanto sentido, quando o que desejo é lhe sentir(sentir-me).
Aprisionando qualquer tipo de afeto, gosto de ser forte até que tenha de trocar a armadura, até que o limite não seja mais o problema, todos estão calados mas eu ainda irei enlouquecer...uma, duas, três gotas, começou! Jorrando pelos olhos, a sustentação de algodão terá de absorver uma grande parcela do líquido avermelhado. O céu de estrelas não pertence a quem está destinado ao purgatório. A manhã se aproxima e a neblina esconderá toda a sujeira. Ajoelhada sem escolhas, a respiração começa a falhar, o olhos sangram e minhas veias estão saltando. Sinto náuseas por sentimentos mas cativo todo esse silêncio doentio!
Não tenho como terminar logo com isso, sem corda, objetos cortantes ou força o suficiente pra saltar de qualquer penhasco.
Deixei de resistir, os olhos se fecharam. A pulsação voltou ao estágio inicial enquanto as veias retomavam suas forças e o corpo se fortalecia novamente. Eu preciso ir, mas não será hoje.
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