segunda-feira, março 25, 2013

Carta perfumada.

Escrever-lhe uma carta inteira, -isso mesmo- escrever-me à ti, dos pés à cabeça, com as pintas do corpo todo -até a do dedinho do pé-. Descrever o olhar úmido que escrevem esta carta, o calor de meu corpo que ficaria ainda mais confortável junto ao teu(corpo), o sorriso de lado, amarelado, escondido só de pensar ou não pensar, acho.
Grafar nos papéis de cartas antigos -da época da vovó-, com aromas e cores diferentes; no envelope, nas bordas e então nunca me despedir. Adiar o "adeus" e implorar por beijos e abraços pós despedida não realizada -Gosto. Ah! Gosto-. Dispensar agradecimentos, não exigir nada, pois no fim dos contos, das contas, da lógica ou sentimento, a culpa foi minha, é minha. (Gostei e não importei-me em desarmar, despachar a armadura e passar adiante, deixei seguir.)

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