Certas coisas são incontroláveis, lembranças usam golpes baixos. Talvez tu não sejas nada sem elas, ou sem uma delas em especial.
Pensamentos sobrevoam soltos, sem um rumo fixo atrapalhando o que muitos chamam de “Destino”. “Mas eu não o(a) entendo, acreditas em destino ou acredita em nós?”
A hipótese vem do ponto de vista de cada um, já sentiu que a loucura o possuíra? Já tornou o precipício sua opção mais tentadora?
Ás vezes, algumas atitudes não significam nada. Sou covarde e antes de sequer arriscar 2 passos, recuo 4. O dia-a-dia transformou todos que me cercavam, sinto-me meio a estranhos, e eu? Eu sou um(a) estranho(a).
E poderia lhes provar que quando a tristeza se empoça noutro canto da mesa, na mesa do teu quarto, não há limpeza que a remova, não há pano ou tempo que a enxugue, e então é aí que as recordações atuam, iniciam um tipo de reflexão que por questão lhe faz feliz por instantes, poucos “eu sei”, mas caem em ti, em mim, nós. Caem, e é como recuperar alguém, é como o ter, sentir, a ilusão pecadora e consciente.
Os segundos acabaram, as recordações também. “Não sei dizer especificamente o que elas me causam, nem ao menos sei se deveria guardá-las com tal ternura, mas olhar adiante com a incerteza de não sentir o que já senti me provoca calafrios, tão pouco assustador.”
Contaram que eu poderia ser melhor, e sentir sensações diferenciais de acordo com a vivência e experiência, devo acreditar? Ninguém me deu a certeza. E se tais informações forem mentiras brancas? Essas mentirinhas pra que um ou outro fique melhor com o passar da frustração carnal e psicológica.
Escrever, escrever e escrever. Nem isso se torna fácil quando sentir é quase nulo, quando viver se é paralelo a o que faço diariamente, respirar, não é? Acho que respirar e caminhar a seus respectivos “destinos” são o suficiente. “Entendo que não, e então ser a diferença antes de fazer a mesma, deixar o sofá e quarto de lado, sair do conformismo, levantar e tentar ser, não necessariamente mostrar isso a todos, mas convencer-se do que é e por fim ser.”
Perante os medos fraquejar, é inevitável, mas depois de tantos fracassos, trazer a tona alguém, que conhece e esconde, trazer a tona você(eu). Enfrentar, perder os braços, levar socos no rosto, e perder o controle por toda uma fase instável, arrancar junto com os vírus, os medos, ser seu próprio Wolverine, ou quem sabe até mesmo o Lobo Mal, acompanhe a linha do Equador ou aproxime-se de mim.
Aproxime-se, quero conhecê-lo. “Aproxime-me, mais um pouco, um pouco mais, talvez ainda mais perto, a! Assim está melhor. Vamos conversar? Do que deseja comentar? Eu não sou boa nisso, sabia? Acho que está percebendo, não? Hum, sente-se! Música! Acho que seria um bom assunto, não? Mas, a, tanto faz. Você quer ir embora? Gosto do seu sorriso, do teu timbre de voz e da forma como não expressa o que é. Mas que tal falarmos do clima? Provavelmente choverá, ou quem sabe de gastronomia? Sou louca por chocolates, morangos e receitas de café. Oh, estou lhe assustando? Quer ir embora? Não? Talvez quem vá sou eu, (Olhos marejando e bochechas coradas, engasguei, prendi você) Até outra madrugada. “

(Incompetência de aproximação, talvez eu seja mesmo esse fracasso, fracasso mental –que só (eu) enxergo.).
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