quarta-feira, janeiro 23, 2013

Viajante.

Ela chorava e dizia que nada mudaria, isso! Ela premeditava as frases, calculava hipóteses, espontâneamente todos os erros e se esquecia de tudo segundos depois. Não era alzheimer, -na verdade, não é- talvez um déficit de atenção, falta de responsabilidade consigo ou era apenas esquecida e viajante.
"Espere! Ela nem ao menos saiu de sua cidade natal, viajante como? É quase impossível essa 'jogada'."
Não meu jovem, viajante no sentido de ser sonhadora. Pelo menos sempre fora, porém hoje, a! Hoje não sei dizer-te mais...Parece meio acanhada, dentre as pessoas pensa passar um papel embaraçoso, mas guarda seus sonhos, acredito que ela ainda os tenha como objetivos.
A viajante tapa o rosto dentre as mãos, esconde os olhos quando os mesmos já não querem mais manter-se abertos. Sem observar detalhes que a olho nu (de outras pessoas) são talvez imperceptíveis, os nota e anota mentalmente, esqueça! Ela reza pra esquecer, mas se recorda algumas noites, manhãs e madrugadas, recorda o dia todo enquanto respira um pouco mais falha;
Não sinta pena, é a última coisa que qualquer pessoa no mundo precisa. Leia e esqueça, faça como o restante dos que o lerão, ou me lerão.
Essa garota viajante, a conhece? Aposto que sim! Essa guria sou eu, ou talvez seja você, e se for tua mãe? Tua colega de quarto? Tua companheira de trabalhos escolares?
Parecia o fim do mundo mas ele nunca acabou(Pra mim sim, ou em mim!), além do meu interior detonado, não, meu mundo não acabou. Eu continuo respirando, ela também, as veias continuam a pulsar, o coração bombeando o sangue, e ainda levanto todas as manhãs com a sensação de que meu mundo acabe horas depois, minutos ou segundos seguintes.
Por curiosidade a admiro, abre a janela com a expressão nula, não desejando nada além de um dia melhor -O seu não é o pior, não és e nunca foi o centro do universo, universo de ninguém-; E quando o Sol se põe o Luar não custa a atingir seu ponto mais alto, tão distante...Ainda irei alcança-lo!

"Amanheceu, e ela não queria saber de nada além de afogar-se nos abraços dele e esperar por mais um dia, um dia que não viria, ela sabia...Sempre sonhadora, do que custava sonhar com a eternidade já que o limite não lhe proporcionara nenhuma sensação similar a que sentira naquela madrugada. Fechou os olhos e confortou-se um pouco mais em seus braços e abraços, esqueceu de acordar e permaneceu a vida toda em um sonho;"

Fecharam o caixão, a eternidade terminará ou começara? E sua eternidade? Depende de um caixão ou de tua cama?

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