quinta-feira, dezembro 27, 2012

Homicídio.

Não pensar e agradar o resto do corpo que precisa respirar. Esperar que o estômago funcione normalmente como é esperado também do coração. E os pensamentos não pacificam a tarde, chuva cai, gota a gota, devagarinho... É tão calmo -de fora- que eu poderia dormir agora -em seus braços, com abraços-
Essa sensação de que os sentimentos foram dar uma volta pela pequena cidade, mas eles voltarão ao anoitecer, os conheço bem. Permanecer num labirinto um tanto quão frustrante, criar e não escapar, quem um dia imaginaria?
Queimei os dedos, mordi a língua, as tentativas não me levaram à lugar algum...estaca zero.
Imploro por um atalho que me liberte da esperança, última que morre e primeira que mata.

2 comentários:

  1. Acho assim que, a senhora tem entrado nos meus sonhos durante a noite. Tem pego as fraquezas, detalhe por detalhe dessas e escrito nos teus textos.
    A sensação é essa, mas entendo que sentir, no fim, se resume nestas mesmas necessidades. Parabéns!

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