terça-feira, novembro 20, 2012
Fracasso.
"Estar exausta sem ao menos correr, o que há comigo? Enquanto eu esperava por uma garoa acabei por tomar um banho de tempestade..."
Calmaria por quem a vê assim, sentada em um banco de um lugar qualquer, não relevante, inofensiva, tão doce. O desespero a enlouquece a cada brisa que ousa atrapalhar sua concentração, suas veias pulsam procurando não se sabe o que, pelo menos não no momento. Gota a gota, seu céu vomitava seus contos... estaria ela provando o veneno? Não é uma história mágica. O quão paranoica ela poderia ser?
Queimava, dedo a dedo no isqueiro tacado na sarjeta, fechou os olhos e segurou firme em suas próprias mãos "Está acabado!", ouviu-se ecoar. Passou a madeixa de cabelo por de trás da orelha direita e com a cabeça baixa pôs se a enxergar o reflexo em uma das milhares de poças por ali: Repugnante ver o que se tornaras, observando cada detalhe com o olhar que eu conhecia bem.
A querida guria que esperava pela garoa e o conforto de um lar, foi embora. Os desejos encharcados de ódio de alguém que nem se quer relutou, deixou-se vencer, ou melhor, perder? Deixou esvair-se com a chuva dessa madrugada, seu corpo sentia a tempestade mas era apenas uma garoa, sempre foi.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário