quinta-feira, maio 17, 2012
Renasci.
Estive escondido dentre os cobertores, afogado no algodão do travesseiro. Essa mania de travar as cordas vocais e esquecer por instantes de que a possuo...Finais; fim de histórias, músicas, amores, amizades mas nunca ouvi dizer sobre fim de dores, já ouvistes?
Onde hei de encontrar as gloriosas vitórias? Os finais das lutas que trazem consigo a maldita sensação de um êxtase acompanhado da alma plena... que dias depois há de desaparecer. Voar, passar. Com todos esses términos decidi que o fundo nunca me foi predileto, que o poço coberto dessas molhadas recordações não me agradaria, e uma hora ou outra acabaria por enlouquecer.
Diante os pecados julguei-me culpado e não quis fazer de mim um guerreiro honrado, deixei-me assim cair(Óh! Perdi). Enxergas? Tudo espalhado, essa algazarra passeando pelo meu corpo: Gritos silenciados, medos trancados, quadros quebrados...Têm lágrima onde eu queria esperança, tem tristeza onde um dia foi lembrança, detalhes memorizados... Falta-me nexo, quebra-cabeça completo e solucionado, eu já tentei.
E no meio de todo esse alvoroço de longe avistei três coisas brilhantes, tão brilhantes como diamantes! Juro que quando os vi não acreditei, teria eu tal chance de arrancar minha própria alma desta prisão?; Logo me aproximei de tais objetos, havia então do lado direito uma navalha, que ao olhar a mesma refletiu meus olhos (Tristes olhos, cansados); Do lado esquerdo um lápis, sim, um lápis descascado e tampouco significativo...Dentre os dois havia um livro com suas páginas em branco, páginas implorando à serem escritas, para que eu as fizesse cócegas com a ponta do lápis afiada. Que valor irei atribuir? Ainda não entendeu? Escolhas, caminhos para alguns apenas destinos.
Ansiando por uma resposta vinda dos céus, não iria ter já sabia. Com o livro na mão o folheei...folha por folha, pensando em tentar ou rematar o desespero; O relógio marcando 23:47 lembrando-me da rotina que teria de enfrentar logo pela manhã e assim pressionando ainda mais!
Larguei o livro e tomei em minha mão a navalha (Cortante por sinal), era agora, fitando o pulso forcei para melhor visualização da veia e então com a mão direita fui!
Pois é, foi isso mesmo, eu joguei a navalha à aproximadamente 2 metros de distância. Abracei o livro, apoderei-me do lápis e me puis a escrever, desenhar, poetizar. E sabem? Essa coisa de sonhar não é lá pouca coisa, olhe onde estou e quem sou.
Saudade não há de ser ruim, mas se a cessar quem há de lembrar? De chorar? E até mesmo sorrir? Força, a vida me deu escolhas e eu a escolhi.
"A ponta desse lápis, desses vários lápis. Pois bem, coleciono sorrisos, amigos, não passam de amigos grafados em um livro sem final, pelo menos até hoje"
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Vush May... Eh como vc disse no twitter "ficou um texto estranho" mas eu gostei viu. E é isso ai vamo caomeça a escrever sobre coisas felizes ou não tao triste e um dia vc irá conseguir escrever apenas falando delas, deixar esses pensamentos triste para traz pq afinal isso é passado. By: @lucas_ama
ResponderExcluirUma palavra apenas, minha querida: orgulho.
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