Do que tu precisa hoje? Saberia me dizer, talvez um terço do que acha necessário pra permanecer aqui?!
Eu poderia citar à ti várias futilidades, coisas sem importância alguma e exaltar toda a luxúria presente em meu ser mas não o farei, afinal, esses bens não são necessariamente precisos para mim; Diria também talvez sobre sentimentos, perdas que queria recuperar, pessoas que poderiam ressuscitar... E novamente não o farei, por mais importante que sejam; "Essa 'gente' que vem e vai, chega aconchegando e sai destruindo tudo, rasgando os papeis de parede e quebrando toda a vidraça de lembranças, nossos dedos que permaneciam entrelaçados resolveu cortar-lhes de uma vez. E depois volta como se tivesse o direito de juntar os pedaços de vidros com band-aid e colar nossos dedos novamente."
Imagine uma máquina do tempo? Uma pessoa apenas... Ou um momento. Seria mesmo necessário? E então penso e repenso se tudo o que eu preciso têm mesmo que contradizer as minhas teorias, por quê?
Decidi que não preciso contradizer, e contando vários pontos à frente preciso de uma coisa somente: Dias chuvosos; isso mesmo, dias nublados, chuvosos, molhados. Exatamente, manhãs que mais parecem tardes; dias com gosto de lembranças, redações daquelas mais velhas que a história da vovó, outras recentes que ainda são de partir o coração. Doces lembranças, úteis para arrancar-me águas ardidas dos olhos ou até mesmo um sorriso torto e amarelado. Noites com nuvens carregadas, com estrelas escondidas e apagadas. Mostrando-lhe que o céu não é o tempo todo azul, mas que continua lindo se o olhar à fundo; pois bem, céu cruel plagiando seres humanos, tornando forte e libertando-se.
Óh! Estranho jeito de agir não? Sentir e não dizer, continuar à escrever e não descrever o que realmente se mistura dentro da mente. Subconsciente traiçoeiro dando-me golpes, tacadas, boladas e saques, parece engraçado mas a verdade é que eu sinto meus olhos marejarem, ficam iguais ao céu, em dias chuvosos, molhados, transbordando ódio e água, porém não fiz nada, não faço nada, eu só escrevo, escrevo e continuo à escrever. (Pra me salvar)
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