quinta-feira, março 29, 2012

Os meses vão passando, anoitece, amanhece, e tu vê o clarão vindo da janela iluminando todo o seu quarto fazendo com que você se esconda debaixo (e o mais profundo possível) dos edredons. Levanta-se mesmo sabendo que nenhum dia é fácil o bastante, afinal, certas coisas são adquiridas com esforço e concentração, não é mesmo?!
Mas de fato não é realmente sobre o meu ponto de vista diante a vida que eu queria escrever. Já lhes contei o quanto fui fraca? Prestava atenção em cada um dos mínimos detalhes, e então permanecia dias e dias pensando sobre o ocorrido, passando horas chorando e mentindo que tinha sido apenas um cisco no olho (Como sempre). Culpando a si mesma como se a consequência fosse minha -Mesmo não sendo- ;
Anos desgastantes, pensamentos completamente surtantes. Eu não sou mais o que eu fui (Ou apenas enceno bem desta forma). Sou bruta e grossa[...] Aprendi valiosas lições -que eu nunca quis usar- que hoje servem-me como armadura sabe? Dessas de lata, ferro, alumínio.
Diga-me quando foi a última vez que viu um sentimento nitidamente estampado em meu rosto. Consegue se lembrar? Acho que não;
E é exatamente desta forma que o meu reflexo é descrito, esta imagem suja e talvez seca, com borrões de tintas, corretivos nos cantos e amassada.
Atualmente um coração é o que me falta, afinal, não lhes informei sobre o transplante de uma maçã no lugar do mesmo? Pois bem, é isso que tenho, pode ser que um dia lombrigas comam essa maçã e vomitem um coração de volta. Mas enquanto isso, eu ando de armadura e carregando band-aids por prevenção.

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