Essa manhã acordei com uma sensação estranha, na verdade a mesma sensação de sempre, de muitas semanas. Lembranças são traiçoeiras, vem e vão quando querem, quando você menos espera. Mas de meses pra cá, elas vem sendo intensamente perturbadoras. Lembrei das tardes que conversavamos empolgados, dos e-mails trocados, das palavras com carinho, das noites pensando que um dia poderia ser mais que um(a) amigo(a). Ainda me encontro a procurar respostas, para o que nos mantem afastados, um do outro. Não acredito que seja só o seu orgulho, pois tenho um terço da culpa dessa briga. Mas sobre o meu orgulho? Eu ja o perdi, depois de tantas vezes que eu chorei por você, que me humilhei por você, eu o perdi tentando manter o que restava de nós.
As gotas da chuva ja estão começando a descer, com calma e cautela, fazendo assim com que as lembranças voltem a me atormentar, repassando sobre meus olhos agora a primeira vez que eu te vi. A temperatura se mantia acima de 0, pelo menos é o que eu acho, com a minha camiseta branca, um colete preto, minha calça jeans e meu all star, fui ao seu encontro, tecnicamente, não tanto assim direcionada a ti. Eu insisti em te procurar em varias aglomerações de pessoas, em um lugar publico. Nada fazia sentido, mas eu precisava conhecer quem estava tomando os meus pensamentos. Extendi meu olhar por varios lugares, mas quando eu pensei em desistir eu vi você, e assim sorri como não havia feito aquele dia, mas uma coisa que eu nunca imaginaria sentir, era medo. As borboletas ja deveriam estar exaustas de tanto sobrevoar dentro do meu estomago... #1
Oi! Gostei dos seus textos. Me identifiquei com alguns deles...
ResponderExcluirBjo e sucesso pro seu blog!